VSTS – Work Item – Criando Spikes e Acceptance Criteria

Pré-requisito
No último post sobre VSTS Process Templates, explico as principais diferenças entre os templates Agile / Scrum / CMMI no VSTS (Visual Studio Team Services). Certifique-se de que compreendeu bem estes conceitos para dar continuidade ao post abaixo.

Contexto
Ao trabalhar com times de desenvolvimento ágil, utilizando o VSTS, podemos criar o backlog associado a projetos e alocação de times, configurando time box para as Sprints deste projeto, conforme a cadência planejada na sua empresa.

Além de versionar o código-fonte e permitir associar check-in do seu time com os Work Items, o VSTS é uma solução para gerenciar outras etapas do ciclo de vida da aplicação. Neste contexto, a criação e customização de Work Items é necessária para trabalhar em Epics > Features > User Stories e entregar valor ao produto.

Veja que na área de PROCESS (PROCESSO), existem os processos e fields (campos), que são utilizados em níveis de Work Item / Backlog / Projetos.template

Spike
A primeira customização que iremos demonstrar é a criação de Spikes – tempo consumido para explorar melhor as definições de tópicos que apresentam risco para o projeto – e como alocar as horas para tratar estas indefinições, sem impactar nas estimativas do projeto.

Escolha o process template que está trabalhando, no meu caso utilizei o CMMI. Abaixo, veja que há Levels (níveis) de otimizações para incluir campos. Como as Spikes fazem parte do projeto, recomendo criar no nível de Iteration para ser visualizadas no Board junto com as Tasks (destacado em vermelho na figura abaixo – utilize a opção … Editar).process-cmmi

E na tela seguinte, você pode criar “New Work Item Type”, neste caso a Spike.
backlog-level

Veja que na sequência o Work Item do tipo Spike já aparece no Board do VSTS para criação e acompanhamento.

spike

Acceptance Criteria
Outra opção é criar novos campos, ou utilizar campos existentes de outros templates. Por exemplo, no template do CMMI não existe o campo de critério de aceitação da tarefa, mas consegui incluir por já existir em outros templates. Também pode ser incluído qualquer outro campo novo, independente de existir em outros templates.

Para criar um novo campo, acesse na página inicial do Work Item Types, clicando no tipo TASK, conforme abaixo.process-task

Acesse New Field e abrirá uma nova janela para adicionar um campo existente (de outro template) ou simplesmente criar um novo campo. Neste caso, escolhi a opção de criar um campo existente ao Work Item.task-process

Logo após adicionar o campo, você já poderá visualizar dentro da TASK, conforme abaixo.wi-ac

MVP – Produto Mínimo Viável e Canvas MVP

O MVP (Minimum Viable Product) – Produto Mínimo Viável – vai além de construir a versão mais simples de um produto com o mínimo esforço para testar o mercado. Como Eric Ries explica no livro Lean Startup – “it is simply the fastest way to get through the Build-Measure-Learn feedback loop with the minimum amount of effort… Its goal is to test fundamental business hypotheses.” e assim evitar o lançamento de produtos que as pessoas não irão comprar.

Ou seja, o MVP é atualmente muito utilizado em Startups e empresas que precisam constantemente lançar novos produtos no mercado e validar suas hipóteses, iterativamente aprendendo com feedbacks de clientes e do uso do produto. O fluxo proposto no Lean Startup:

leanstartup-flow

 

Os early adopters, público com maior disposição para comprar produtos em fase inicial de desenvolvimento, geralmente são fundamentais para validar a aceitação do produto neste período. Eles proveem colaborações, compreensão do problema e estão em busca da solução, muitas vezes até pagam por ela.

Três definições que fortalecem o entendimento sobre o MVP:

  • “A learning vehicle” – Eric Ries

  • “You can’t identify one thing and then stop talking to your customers and go build.  Because you’re not really building a product – you’re building an environment that supports increasingly educated guesses.” – Cindy Alvarez

  • “Antes se falava muito em criar os produtos certos para o mercado da melhor maneira possível. Mas isso demanda tempo e, se a ideia de negócio não for boa, perder meses planejando um produto ruim terá sido um grande desperdício. Por isso, acredito que, mais que criar o produto da melhor maneira possível, é preciso ter certeza de que aquele é o produto certo” – Paulo Caroli, consultor da ThoughtWorks e autor do livro “Direto ao Ponto”

As empresas utilizam estratégias para validar o modelo de receita e a proposta de valor do MVP – teste da experiência do usuário, formulários de conversão, landing pages, estabelecer metas, público alvo (personas), etc.  Estes resultados vão provendo direcionamento a concepção do produto e medição de custos.
Canvas MVP
E como definir a estratégia do MVP? O Canvas MVP é uma ferramenta recomendada para agrupar os principais elementos necessários ao MVP:

  • Visão do MVP
  • Funcionalidade
  • Custo e Cronograma
  • Hipóteses de negócios com suas métricas
  • Personas e suas jornadas

canvas-mvpO loop Build-Measure-Learn – citado no livro Lean Startup – direciona a construção, medição dos resultados e aprendizado com o MVP. Os blocos do Canvas MVP – funcionalidades, resultados esperados, e métricas – representam este loop.

Outro loop, fundamentado pelo Design Thinking, que auxilia a construção do MVP é o usuário-jornada-ação. Ele é representado pelos blocos do Canvas MVP – Personas, Jornadas e Funcionalidade e direciona a quem e qual jornada será neste MVP. Também apoia nas ações (funcionalidade) a serem melhoradas no MVP.

 

Referências