Transformação digital – análise e tendências

Neste artigo vou compartilhar um pouco do que tenho visto em fóruns, eventos e cases de empresas sobre transformação digital. O objetivo aqui é relacionar os principais pontos de estruturação da mudança e o propósito de realização na empresa.

CONCEITOS INICIAIS
Em suma, a transformação digital é vista nas organizações como a mudança que utiliza tecnologias e modelos de negócios para alavancar o desempenho da empresa e a experiência do cliente. O foco é na melhoria estratégica, desempenho financeiro e resposta à ruptura digital. Atualmente, também há muita relação com o poder de gerar mudanças com tecnologias poderosas como big data, mobile, IoT, IA (inteligência artificial), etc.

Existem diversas leituras e cases de implementação digital nas empresas. Um dos pontos centrais é a mudança organizacional, considerando o por que transformar, o que deve ser feito e como fazer as mudanças necessárias. Outro ponto é o time-to-market e a disrupção nas empresas, permitindo entregar valor continuamente aos clientes. Por fim, o contexto e a maturidade da organização são bem considerados em transformações.

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MUDANÇA ORGANIZACIONAL

  • Por que transformar? Há inúmeros motivos e cada empresa possui uma razão mais clara, desde o aprimoramento de serviços ao diferencial competitivo (como em serviços inovadores).
  • O que deve ser feito: entre os temas que ganham prioridade na cadeia de valor organizacional – o modelo de negócios, os processos, as pessoas, a estrutura, os produtos (ofertas) e o engajamento.
  • Como fazer: a “agilidade digital de negócios” vem sendo a principal capacidade de desenvolvimento nas organizações. É composta por três componentes:
    • Consciência das tendências: capacidade de reconhecer tendências futuras que impactarão a organização. O caso da Blockbuster, por exemplo, ficou bem conhecido por não ter detectado a mudança para streaming de vídeo como uma alternativa aos DVDs.
    • Tomada de decisão informada: capacidade de analisar ativamente as informações coletadas nas tendências (analytics, redes sociais, etc.). Adotar uma boa infraestrutura (cloud, etc.) e governança apoiam na colaboração e gerenciamento do conhecimento.
    • Execução rápida: a capacidade de execução rápida, criando a cultura de aprendizado contínuo (mais tolerante a falhas). Os conceitos de DevOps, métodos ágeis e MVPs (produto mínimo viável) são bem aplicáveis. Também deve ter prioridade a quebra de silos e burocracia organizacional.


OUTROS ASPECTOS

O livro “Transformação Digital: repensando o seu negócio para a Era Digital” (David L. Rogers) relaciona 5 domínios estratégicos em mutação para observarmos mais de perto – clientes, competição, dados, inovação e valor.

O i-scoop traz alguns conceitos do desenvolvimento de habilidades core em várias áreas de negócio (relacionadas no desenho abaixo), conectando os pontos e superando os silos internos em direção aos objetivos. O Digital Disruption (também no desenho abaixo) traz uma visão holística da transformação digital com várias fontes de disrupção, colocando aspectos como customer experience, evoluções tecnológicas e inovação com um propósito claro são elementos cruciais.

A pesquisa da Capgemini traz alguns mitos sobre a transformação digital:

Mito Realidade
Tudo se resume a customer experience Existem oportunidades em eficiência, produtividade e pessoas
Digital é principalmente para empresas de tecnologia ou B2C Oportunidades existem em todas as indústrias, sem exceção
A transformação digital irá acontecer independente da TI A relação entre TI e negócios é chave de sucesso e deve ser melhorada
A transformação vem de iniciativas pequenas A transformação precisa vir do topo para ter entendimento claro do que é esperado nesta transição

ANÁLISE & IMPACTO
O relatório The Global State of Digital do Hootsuite, revela o impacto da transformação digital em 2019 nas atividades dos consumidores no Brasil:

  • 61% usam mobile banking
  • 38% usam meios de pagamento mobile
  • 45% realizam compras online utilizando o mobile

Já o Business Insider, demonstra que mais de 85% das interações com clientes serão gerenciadas por chatbots até 2020, um aumento expressivo da inteligência artificial. Em pesquisa patrocinada pela Dell Technologies, algumas iniciativas foram mencionadas com o apoio de alavancagem:

  • 67% utilizam a tecnologia digital para acelerar o desenvolvimento de novos produtos e serviços
  • 53% adotam o desenvolvimento ágil
  • 70% possuem iniciativas de desenvolvimento das habilidades necessárias para a força de trabalho
  • 63% compartilham conhecimento entre as funções

Em pesquisa realizada por Gartner, envolvendo 460 executivos, demonstra que 62% possuem iniciativas para transformar o negócio mais digital. Em outra pesquisa, de Grant Thornton, revela que mais de 2/3 dos CFOs e executivos financeiros seniores, planejam aumentar o investimento em tecnologia para acelerar a mudança no negócio.

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A pesquisa da Forrester revela que 46% dos entrevistados acreditam que ao menos metade da receita será influenciada por Digital até 2020. Já o Fórum Econômico Mundial sugere que o valor da transformação digital para a sociedade e indústria pode atingir cerca de $ 100 trilhões até 2025. Outra pesquisa, feita pela IDC:

API-IDC


TENDÊNCIAS PARA 2019
Em pesquisa realizada por Gartner, a transformação digital passa a ser mainstream e lidera entre as prioridades dos CIOs para 2019, sendo que 33% das empresas nas etapas de escala ou refino de maturidade. Apenas 4% das empresas não terão iniciativa digital  para este ano. Entre as principais iniciativas:

  • Adoção da cultura data driven
  • Marketing – estímulo a experimentação e tolerância ao risco
  • Inteligência Artificial
  • Empoderamento de equipes – com times multidisciplinares para acelerar a entrega de produtos de alto valor