Why are Cloud services so important in digital strategy?

Voltando ao contexto da transformação digital, onde os modelos de negócio (business agility, inovação, etc.) e tecnologias são utilizados para alavancar o desempenho da empresa e a experiência do cliente, um enabler imprescindível nessa jornada (a ser abordado nesse post) é Cloud e por isso, tem sido a “fundação” que habilita a transformação do negócio e o foco estratégico (cloud-first) de muitas organização -avançar o uso de Cloud Services.

A estratégia cloud-first deve ser compreendida pela organização toda (não somente TI) e assim, buscar a obtenção dos benefícios de negócio, tais como redução do custo operacional, time to market e melhora na escalabilidade e segurança das aplicações. O objetivo das empresas pode variar, onde algumas buscam a migração completa de seus data centers, já outras apenas alguns subsets de aplicações para Cloud pública. Por isso, cloud-first não significa cloud-always.

Uma boa vantagem em utilizar Cloud Services é o uso sob demanda (otimização de recursos, sem grandes investimentos para começar a usar e sem desperdícios), escalabilidade e segurança, pois os recursos são gerenciados pelo provedor.  O desenho abaixo representa os principais Cloud Services que a AWS oferece:

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Inovação – Build, Buy e Borrow

Em geral, continuar com o recursos que você já domina, ampliando o uso da tecnologia existente é uma das opções consideradas. Evite a armadilha do resume-driven development, deixando as pessoas escolherem as tecnologias boas para o seu próprio currículo, e não para o problema.

Caso não seja possível ampliar o uso da tecnologia existente, então utilize os serviços do tipo pay-as-you-go. Esses serviços gerenciados (ou SaaS) reduzem a carga de trabalho em configuração e gestão de itens de infraestrutura, dedicando mais tempo a inovação e publicação de novas releases. A decisão build para novas tecnologias in-house pode gerar desperdício de custo, tempo e oportunidade. Avalie bem, pois o produto criado, em geral, é o diferencial competitivo, e não a tecnologia construída.

buy-build-borrow

Alguns elementos críticos para a inovação: cultura e pessoas, processos e organização, produtos e tecnologia. A estratégia Build, Buy or Borrow pode ser utilizada nesse contexto, e resumida da seguinte forma:

  • Build: quando já possui a expertise na empresa, core business, propriedade intelectual / patente ou pioneira no segmento.
  • Buy: quando é atividade core ao negócio, tem relação estratégia de mercado ou tempo crítico para lançamento.
  • Borrow: reduzir o risco, aumentar o time to market e customização em mercados específicos.

buy-build-borrow-matrix

Ao decidir a migração para Cloud Services, alguns benefícios comumente obtidos são:

  • Redução de riscos: capacidade de adaptar-se rapidamente as mudanças (por permitir testar com frequência e efetuar correções rápidas).
  • Escalabilidade: redimensionar seus recursos conforme necessário.
  • Confiabilidade: capacidade do sistema se recuperar de falhas de infraestrutura ou serviço ou adquirir recursos para atender à demanda e mitigar interrupções.
  • Segurança dos dados: propriedade total sobre seus dados.

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Estratégias de migração Cloud

Uma das estratégias mais recomendadas para migração de aplicações em Cloud é o 6R’s da AWS, baseada no 5R’s de Gartner. Essa discussão, em geral, ocorre na segunda fase (Portfolio Discovery and Planning) do processo de migração, onde são determinados os ambientes, interdependências e o que será priorizado na migração.

A complexidade de migração varia, dependendo muito da arquitetura e do licenciamento existente. Enquanto uma arquitetura orientada a serviços possui baixa complexidade, um mainframe monolítico certamente trará uma alta complexidade. A figura abaixo resume os 6R’s:

6Rs-migration
Figura: AWS

  • Rehosting (“lift-and-shift”): não há mudanças na arquitetura. É a reimplantação do aplicativo em um ambiente de hardware diferente (em cloud). Isso altera a configuração da infraestrutura do aplicativo.
  • Replatforming: a arquitetura ainda não sofre alterações, mas há otimizações em Cloud para obter benefícios. Por exemplo, a migração do banco de dados para uma plataforma de banco de dados como serviço, como Amazon RDS.
  • Repurchasing : mudança para um produto diferente (geralmente em SaaS), tal como um CRM para SFDC.
  • Refactoring / Re-architecting: alterações nas práticas de desenvolvimento e arquitetura, usando recursos nativos em Cloud, que provê a infraestrutura para a execução do seu aplicativo.
  • Retire: descobrir o que não é mais utilizado em seu ambiente e que pode ser desativado, e assim, focar a atenção da equipe em aplicações que trazem benefícios ao negócio.
  • Revisit: não fazer nada (por enquanto). Isso acontece em aplicativos que foram atualizados recentemente ou que não fazem sentido migrar por enquanto.

 

Estágios de adoção

A AWS possui um conjunto de estágios que descrevem a postura associada as organizações na adoção Cloud. São quatro estágios:

  • Stage 1 – Project: inicia com alguns projetos para entender como a nuvem vai atender as necessidades do negócio. Utiliza experimentação em projetos early cloud, POCs, análise TCO/ROI e preparação a riscos/segurança.
  • Stage 2 – Foundation: com a percepção dos benefícios iniciais, a empresa pode escalar a adoção em toda a organização. A recomendação é criar um CCoE (Cloud Center of Excellence), responsável pelo treinamento/capacitação dos colaboradores, gestão de custos e ativos, estratégia de arquitetura híbrida, arquitetura de referência, entre outros.
  • Stage 3 – Migration: define-se então a estratégia de migração, geralmente iniciada com o processo de descoberta de aplicativos e um business case, seguido por migrações individuais (em várias estratégias de migração diferentes).
  • Stage 4 – Optimization: muitas empresas acham mais fácil otimizar seus aplicativos depois de migrá-los para a nuvem. Nesse estágio há infraestrutura automatizada e gestão própria do stack de soluções.

Targeted Business Outcomes - AWS Prescriptive GuidanceFigura: AWS

Processo de migração

A preparação e o planejamento para migração envolve work streams que atuam nas áreas de Landing Zone, Modelo Operacional, Governança, Security & Compliance, Pessoas (skills), Application Portfolio, Processo de Migração e Business Case.

Com o uso de metodologia, processos, ferramentas e recursos, define-se um objetivo de migração, geralmente avaliado em 3 à 4 meses de trabalho (estruturado em Sprints). Durante essa fase, as equipes realizam migrações iniciais para criar experiência e confiança através de quick wins. Os principais deliverables de preparação a migração são:

  • Landing Zones: configuração de ambiente seguro de várias contas.
  • CCoE (Cloud Center of Excellence) / Cloud Operations Model: treinamento e capacitação adequada aos times. Determinar as práticas operacionais para maximizar os benefícios de negócio.
  • Security and Compliance: resolução de gaps e implementação de práticas de segurança e compliance.
  • Portfolio Discovery and Migration: sequenciamento e planejamento das migrações.

 

Conclusão

Como vimos acima, a utilização de Cloud Services é um enabler muito estratégico a ser considerado no seu plano de transformação digital ou estratégia digital. Há diversas estratégias de migração, pois sabemos da dificuldade em manter os serviços core (nem sempre criados com as melhores práticas) em funcionamento e o custo que essa decisão pode acarretar na criação de novos produtos para a empresa.

A escolha de um bom parceiro é essencial para apoiar a jornada de adoção Cloud. Essa jornada exige skills especializados, tanto no conhecimento do negócio e aplicações da própria empresa, quanto em tecnologias Cloud. Além disso, uma boa governança é fundamental para habilitar o plano de migração e readiness e garantir em conjunto com a equipe que os objetivos serão atingidos.

Por fim, verifique os benefícios e aplicabilidade real em seu ambiente. As análises financeiras, tal como o TCO (Total cost of ownership), também são importantes para apoiar suas decisões. Quais são os custos de oportunidade e operacionais em manter aplicações ou serviços no ambiente atual? É possível ser inovador nesse cenário? Já avaliou alguma PoC? As features que mais geram receita para o negócio estão bem dimensionadas (custo x retorno)? Há insights com o uso de dados coletados? E o monitoramento e segurança das aplicações?