Desafios organizacionais em entrega contínua – time-to-market e exponencial

Organizações Exponenciais
Como a tecnologia acelerada está mudando as organizações… “Uma Organização Exponencial é aquela cujo impacto (ou resultado) é desproporcionalmente grande – pelo menos dez vezes maior – comparado aos seus pares, devido ao uso de novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas”.

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A habilitação da empresa p/ informação, entrelaçado c/ o ritmo da inovação acelera ainda mais o crescimento, até que as mudanças passam a ser exponenciais.

Este crescimento exponencial e a relação preço/desempenho dobra a cada um ou dois anos.

PMT – Propósito Máximo de Transformação
É muito comum encontrar o Proposito Transformador Massivo (PTM) em organizações exponenciais. O PTM é uma declaração do propósito da organização, ou seja, o motivo da existência do negócio. Na famosa organização TED, por exemplo, ideias que merecem ser espalhadas.

Este propósito singular é fundamental para desenvolver a capacidade de expandir e o mindset exponencial. Outros aspectos como o uso de tecnologias sociais, criação de equipes multidisciplinares, cultura de experimentação e aprendizado, inteligência artificial, métodos ágeis e práticas DevOps colaboram ao crescimento exponencial.

Existem cerca de 10 atributos comuns, agrupados dois lados:

  • Lado esquerdo: do acrônimo em inglês IDEAS, representa elementos de controle, ordem e estabilidade.
  • Lado direito: do acrônimo em inglês SCALE, representa elementos de criatividade, crescimento e incerteza.

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Lean Startup
O Lean Startup adapta os conceitos da lean manufacturing (Toyota – Taiichi Ohno), com base em tamanho de lotes menores e produção justin-time,  evitando construir algo sem valor (validated learning). Value Vs Waste.

Value Vs. Waste – “Lean thinking defines value as providing benefit to the customer; anything else is waste”. So, validated learning is backed up by empirical data collected from real customers, the essential unit of progress for startups. “Success is not delivering a feature; success is learning how to solve the customer’s problem”.

O Build-MeasureLearn loop e a validação de ideias no mercado (variação do usual Kaizen PDCA):

  • Build: foco em criar o MVP
  • Measure: progresso em relação aos objetivos
  • Learning: traz afirmações valiosas sobre a aceitação dos produtos e perspectivas de negócio

 

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Entre os principais benefícios da experimentação:

  • Aprendizado contínuo
  • Investimento direcionado
  • Validação de hipóteses são mais valiosas que previsões de mercado ou business plan


Case Studies
O caso das empresas Zappos e Dropbox foram exemplos do uso da experimentação, onde as empresas interagiram com os clientes e aprenderam sobre suas necessidades.

zappos Zappos (adquirida pela Amazon em 2009): a interação com os clientes e o aprendizado de suas necessidades através de experimentações foram essenciais.

O vídeo demonstrativo de três minutos da tecnologia Dropbox que sincroniza os arquivos, e levou centenas de milhares de pessoas ao site.

Validação da suposição pelo número de inscrições; não porque o disseram em um grupo de foco ou por causa de uma analogia promissora com outro negócio.

dropbox

 

Pitch – apresentando o seu negócio

O Pitch iniciou fortemente no mundo das startups, e vem ganhando espaço nas empresas por propiciar um modelo muito direto de apresentação de ideias do negócio a investidores, parceiros e clientes.

Além de ser aplicável a outros cenários, como por exemplo, substituir o Business Case para iniciação de um projeto, e não somente a apresentação de ideias de negócio. Há pelo menos três pitchs muito utilizados no mercado:

  • Elevator Pitch: “discurso de elevador” que ajuda a elaborar uma apresentação rápida do negócio. O livro Quality is Still Free conta o uso da técnica para provocar as mudanças desejada.
  • One-sentence Pitch: forma sucinta de descrever o seu negócio – o propósito da empresa, mercado, problema e diferencial.
  • Pitch Deck: slides que dão suporte a apresentação.

Existem alguns modelos para construir o Pitch. Em geral, a apresentação deve ser realizada em 15-20 minutos e ter o conteúdo suficiente para atrair o interesse de investidores.

1. Quem somos
Overview da equipe, mentores, parcerias e patrocinadores. Este ponto é muito importante, pois os investidores consideram toda a história e credibilidade dos sócios fundadores. Também compartilhar o nome da empresa, logomarca, etc.

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2. O Problema
Aqui é importante descrever o problema a ser resolvido. Qual é o mercado? Quem é afetado? Quão profundo é o problema.

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3. A Solução
Um resumo da solução proposta. O que é seu produto e serviço? Como funciona? E o foco da empresa.

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4. Modelo de negócios e investimento
Descrever o modelo de receita da empresa, como será a cobrança dos produtos e serviços, incentivos oferecidos aos clientes. A visão financeira (CAPEX e OPEX) e produtos que serão oferecidos para gerar a receita da empresa.

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financeiro

5. Mercado
Aproveite para trazer bons insights do mercado. Qual a oportunidade do negócio, mercados potenciais, perfil do consumidor e tamanho do mercado.

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6. Concorrência
Quem são os concorrentes? Trazer os principais players de mercado e como o teu negócio pode ser impactado com eles. Quais os seus pontos fracos a serem melhorados?

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7. Estratégia de crescimento
Qual a projeção de crescimento para o seu negócio? Qual o volume de vendas e usuários esperados para os próximos meses/anos?

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8. Planos futuros
É possível explorar novos modelos de receitas? E as evoluções do produto e serviço oferecido? O Business Model Canvas pode apoiar na estruturação do modelo de negócio da sua empresa.

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9. Saída
Por fim, compartilhe as principais saídas do negócio, identificando quem são os potenciais compradores do seu negócio e outras formas do investidor ter saída.

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Resumo do livro Pense Simples – Gustavo Caetano

Capítulo 1 – Nada dura para sempre
O tripé do empreendedorismo – flexibilidade, adaptação e resiliência, destacando a adaptação a mudanças como uma das chaves do sucesso, e o atual momento de ciclos mais curtos e velozes de lançamento de produtos.

“Tudo o que você considerava certo e inabalável pode se modificar”.

Capítulo 2 – DNA inovador
Gostei da analogia Davi x Golias – pequeno israelita que resolveu enfrentar o gigante filisteu Golias – com o empreendedorismo atual, onde temos acesso mais fácil a informação e um negócio pequeno pode bagunçar o mundo das empresas gigantes.

Os cases de inovação das empresas Skype, Waze, Airbnb, Nubank e Netflix,  e como a todo momento, os mercados (e as pessoas) mudam muito depressa e os grandes nem sempre têm agilidade para acompanhar estas transformações.

Encontre um propósito! Inovar não é ficar quebrando a cabeça atrás de algo que não existe, e sim olhar ao redor e descobrir algo que incomoda você e que pode ser melhorado. A inovação é um processo, metodologia, treino. Não tem a ver com a criatividade em si, pois as pessoas mais inovadoras, não são necessariamente as mais criativas.

“As empresas inovadoras são as que criam mercados que não existiam”.

Capítulo 3 – Uai not?
Empreender com escala, onde o produto ou serviço pode ser reproduzido com facilidade, sem demandar aumento de custos ou de recursos por causa do aumento da oferta. Por exemplo, uma consultoria não é um negócio escalável, assim como outros que exijam treinamentos complicados.

“Não deixe incômodo adormecido; nele existe uma oportunidade”.

O case da empresa Love Mondays em que os funcionários podem avaliar as empresas gratuita e anonimamente, proposta simples e que surgiu de um problema pessoal. O livro Exponential Organizations numera cinco ponto que definem as características de um negócio exponencial:

  1. Equipe sob demanda
  2. Comunidade e multidão
  3. Algoritmos
  4. Ativos alavancados
  5. Engajamento

E o mindset de ter mais execução e menos planejamento, não se prendendo tanto a teorias e planejamento como business case. Os três motivos planejar menos e executar mais são: o mundo de hoje é veloz; sua ideia não é única; executar é barato.

Capítulo 4 – A lógica da simplicidade
O saia do seu lago é uma interessante orientação, pois sardinha só nada sardinha e tubarão só nada com tubarão. Começar a ir atrás dos tubarões, além de acessível, pode oxigenar as ideias e trocar experiências enriquecedoras.

“O que diferencia os empreendedores é esse olhar afiado”. Encontrar problemas reais para você e para os outros podem trazer sucesso no seu empreendimento: Uber (a falta de táxi na rua), GoPro (a dificuldade de fotografar sem borrar as imagens) e 3M (fita adesiva fácil de colar e retirar dos lugares).

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Capítulo 5 – Peça ajuda
Enxergar seus pontos fracos e pedir ajuda se quiser fazer seu negócio seguir adiante. “Se você não sabe a resposta para alguma questão, alguém sabe e poderá te ajudar”. Neste ponto é narrado a importância com contatos que tenham experiencias distintas e a analogia de nadando com tubarões – quando você é só uma sardinha, mas nadando no meio de manjubinhas, parece o maioral; quando começa a nadar com tubarões, perece que tem muito a aprender para chegar no patamar daquelas pessoas.

Aprenda a criar uma rede de contatos e as chaves para o networking eficiente:

  • O empreendedor precisa focar vários fatores diferentes que levam ao networking
  • Faça com que as pessoas falem sobre você
  • Conheça as pessoas que serão cruciais para você antes de abrir a sua startup
  • Quanto a sua rede de contatos confia em você como líder da sua empresa influencia o seu sucesso
  • Aprender com pessoas de fora da sua equipe alavanca a sua rede de contatos, e isso aumenta a reputação da sua startup
  • Seu conforto ou desconforto com o fato de fazer networking não vai afetar o sucesso da sua empresa

Capítulo 6 – Entre o mapa e o terreno, escolha sempre o terreno
As cinco forças de Porter e como não virar commodity em um mundo que gira muito rápido e quem quer inovar precisa entender isso. Os sinais de que é preciso levar o seu negócio para outro caminho:

  • Quando você começa a ganhar muitos concorrentes que oferecem um serviço com mais eficiência e com preço mais baixo que o seu.
  • Quando você perde o poder de barganha com seus clientes.
  • Quando não há mais aquele brilho nos seus olhos – ou nos olhos dos seus colaboradores.

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Capítulo 7 – Não perca as pessoas de vista
“Você precisa encontrar algo ao qual você queira dedicar a sua vida”. As descobertas surpreendentes não apareceram por acaso. Tiveram equipes dedicadas e brilhantes enfrentando o problema dia e noite.

Movimentos sociais, organizações em rápido crescimento e descobertas notáveis em ciência e tecnologia têm algo em comum – são muitas vezes subprodutos de um propósito profundamente unificador – MTP (massive transformative purpose):

  • Maciço: audaciosamente grande e inspiracional
  • Transformador: pode causa grandes transformações em uma comunidade ou planeta
  • Propósito: existe um “porquê” muito claro por trás do trabalho. Algo que une inspirações e ação.

Para encontrar o seu MTP, recomenda-se seguir dois passos:

  1. Identificar o “quem”: descubra quem você quer impactar com seu negócio ou serviço.
  2. Identificar “o quê”: qual problema você quer pegar e resolver?


Capítulo 8 – Seja ágil e leve
As startups cresceram no Brasil e provaram que dá sim para começar a empreender com pouco dinheiro. A teoria do faster, better cheaper nasceu com a NASA, experimentando coisas novas e assumindo riscos para ganhar retorno significativo:

  • Focar missões menores, parar de colocar “todos os ovos em uma cesta só”.
  • Incorporar tecnologia avançada às missões
  • Reduzir o headquarter administrativo da NASA, dando mais responsabilidade para os centros.
  • Criar visões e roteiros emocionantes para novas missões.
  • Errar é permitido.

“Errando diferente, a gente encontra a inovação e aprende mais rápido”. Experimente (e aprenda) mais. O exemplo da Hack Week na Samba e os projetos gerados a partir de ideias experimentadas. Construir-medir-aprender é o conceito central do livro Lean Startup do Eric Ries, cujo propósito é transformar ideias em produtos.

Capítulo 9 – O sucesso começa pequeno
Alguns pontos, considerados por Sangeet Paul Choudary (criador do blog Platform Thinking), como ser disruptivo:

  • Observe empresas que estão se tornando ineficiente
  • Observe indústrias que têm acesso a uma demanda específica
  • Observe indústrias fragmentadas

Capítulo 10 – Não acredite no “sempre foi assim”
“Comece agora. A inovação não espera”. Steve Jobs, o criador da Apple, possui uma frase encorajadora: “Todas as coisas que estão ao seu redor e você chamada de vida foram criadas por pessoas que não eram mais espertas que você”.

A revista norte-americana Fast Company listou com base na trajetória dos profissionais que integraram a lista de 100 pessoas mais criativas de 2016, alguns itens importantes para estar atento aos problemas e adotar as lições de criatividade:

  • O impossível acontece…, mas só se você tentar
  • As oportunidades estão sempre se expandindo
  • Sonhe com o que não existe
  • O que é tabu é o que importa
  • Toda comunidade precisa de um ídolo
  • O ambiente de trabalho pode ser agrádavel
  • Fique atento a tudo
  • A competição é combustível
  • Mais do que um problema
  • Ensinar é um privilégio

Para comprar o livro, acesse:

Pense simples: Você só precisa dar o primeiro passo para ter um negócio ágil e inovador

Indústria 4.0 – desafios e benefícios sociais e econômicos

A indústria 4.0 é um tema que vem sendo debatido em diversos fóruns, principalmente na agenda do Fórum Econômico Mundial (WEC – World Economic Forum), onde o fundador Klaus Schwab debate questões importantes para o futuro da sociedade e economia, mediante as mudanças que a Indústria 4.0 trará no comportamento dos consumidores, a forma como nos comunicamos e produzimos.

Recentemente fiz um estudo sobre o assunto, e decidi compartilhar alguns materiais e direcionamentos que vão melhorar a compreensão de alguns temas como robotização, inteligência artificial (IA), impressão tridimensional, automação, entre outros, que podem levar a obsolescência de algumas habilidades.

Começando pela fábrica inteligente e controle central em todas as etapas da produção. A automação será um risco ou oportunidade? Algumas pesquisas indicam que 7 milhões de empregos poderão ser automatizados até 2020. Entre as principais áreas estão a indústria, hotelaria e as empresas de transporte. A economia estará preparada para esta substituição? E a precariat? Como será a evolução desta parte da população?

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As primeiras recomendações são:

E a Sociedade 4.0? O surgimento de um novo modelo social e econômico, cujos efeitos serão sentidos, embora de forma diferenciada, por todas as nações, independente do estágio de desenvolvimento econômico que se encontrem. Um estudo de Massachusetts revelou o avanço tecnológico e a diminuição de empregos causada no setor industrial dos Estados Unidos, caindo cerca de 30%, se comparado com a década de 90.

Outro ponto, agora segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e desenvolvimento Econômico), o risco de ter a função automatizada é inversamente proporcional ao nível de escolaridade do trabalhador. Trabalhadores com ensino fundamental tem 50% de risco, enquanto os com mestrado e doutorado possuem um grau de risco muito baixo.

Alguns cases na área da saúde, varejo, supply chain e agronegócio já podem ser observados. Vale a pena ver este case de manufatura da FCA e o de armazenagem robotizada nos EUA.

Como a minha cadeia de valor pode ser afetada? Desenvolvendo processos de inovação mais inteligentes, produtos mais inteligentes, fábricas mais inteligentes e cadeias de valor mais inteligentes, sua empresa pode aumentar as receitas, diminuir os custos ou ambas as coisas ao mesmo tempo.

Por fim, compartilho um mind map da Indústria 4.0 que criei para referenciar os principais assuntos que devem ser aprofundados nesta jornada.

Indústria 4.0

Veja também o do Ricardo Amorim – O futuro chegou. Você está pronto?